De facto, Rousseau coloca o seu pensamento na linha dos retóricos, que de argumento em argumento, procuram legitimar todas as linhas de conduta existentes.
Vejamos porquê.
Ao não declarar a sua adesão a qualquer modo de governar, Rousseau não só evita o dilema de ter de explicar porque motivo podemos encontrar tão duras críticas a cada modelo, como também foge do incómodo de ter de explicar, porque existem tantas divergências no governo em cada pais, ou região.
Por outro lado, Rousseau afirma lançar-se num projecto de legitimação da submissão de cada ser individual á lógica de governação de cada Estado.
A forma de legitimar a perda de liberdade individual reside em Rousseau, nessa ficção do Contrato Social.
Grosso modo este filósofo afirma que ao Homem Selvagem (intrinsecamente livre e só sujeito á lei da força) coube a decisão de se submeter ao desígnio do bem comum, entregando a sua liberdade, para assim se conservar livre (apenas sujeito á força da lei)
Assim, ficaria desde logo explicado porque motivo os Homens Selvagens de cada época (assassinos, ladrões, ditadores, etc. … em suma, os predadores do Homem ), acabariam quase sempre punidos pelo povo que a eles estavam sujeitos.
É claro que Rousseau não explica:
a) O domínio e fascínio que cada Homem Selvagem exerce sobre o seu semelhante; nem
b) A capacidade que o Homem Livre tem para suportar a conduta violadora da Lei e do Contrato Social, que cada um dos Selvagens demonstra; nem ainda
c) Nem quem ou o quê levou á existência desse contrato ficcionado.
É claro que toda esta nossa opinião, não nos impede de poder afirmar Jean - Jacques Rousseau, como pai do pensamento político moderno, da teoria do jusnaturalismo contratual e da teoria do primado da Lei no estabelecimento de regras da conduta social e humana.
Ficamos agora por aqui!
Por falta de inspiração e falta de paciência…
Mas prometo em breve volto…
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